Feira de Conhecimento valoriza aprendizagem prática na Educação Integral

Feira de Conhecimento valoriza aprendizagem prática na Educação Integral
Estudantes transformaram conteúdos aprendidos em sala em jogos e experiências práticas.

A Escola Municipalizada Arnaldo Cardoso realizou, no dia 29 de setembro, a Feira de Conhecimento da Educação Integral, reunindo estudantes e professores em uma programação voltada à apresentação de experiências desenvolvidas ao longo das atividades do tempo integral. A iniciativa teve como proposta divulgar o trabalho realizado pelos estudantes e transformar conteúdos e dificuldades identificadas no cotidiano escolar em experiências de aprendizagem práticas, lúdicas e colaborativas.

A feira surgiu a partir da necessidade de dar visibilidade às produções dos estudantes e, ao mesmo tempo, ampliar as possibilidades de aprendizagem para além dos formatos tradicionais. De acordo com a coordenadora pedagógica do Tempo Integral e da EPJAI, Lívia Kailane, a preparação também considerou os recursos disponíveis na escola, com o aproveitamento de materiais recicláveis na construção de jogos e outros materiais pedagógicos. Para a coordenadora, essa experiência está diretamente relacionada à proposta da Educação Integral, que considera diferentes formas de aprender e busca desenvolver o estudante em suas diversas dimensões.

“A gente espera que eles levem muito aprendizado, entender também que o aprendizado não acontece somente do modelo tradicional e que a Educação Integral é justamente isso: desenvolver o estudante como um ser completo. A gente sabe que nem todo mundo aprende da mesma forma”, conta.

Entre as atividades apresentadas estiveram jogos da memória relacionados ao basquete, futsal e baleado, além de uma mesa de futebol de botão produzida com materiais recicláveis. As ações partiram da intenção de ampliar as experiências das aulas de Educação Física para além da quadra e aproximar os conteúdos do cotidiano dos estudantes.

Nas atividades de Artes, os estudantes desenvolveram trabalhos de recorte e colagem relacionados à temática do racismo, além da chamada “Trilha da Imaginação”, inspirada no jogo Dixit, e produções com gesso. As propostas foram construídas a partir de demandas observadas no ambiente escolar e de questões percebidas no cotidiano dos alunos.

A leitura e a escrita também ganharam espaço na feira. A partir de uma conversa sobre os hábitos de leitura dos estudantes, a equipe identificou o interesse deles por histórias de terror. As duas turmas participaram da construção coletiva de uma narrativa, definindo personagens, cenários e acontecimentos. Com apoio da inteligência artificial, as ideias foram organizadas e desenvolvidas durante as aulas até chegar ao livro O Reino Onde as Estrelas Morrem.

Na área de Matemática, uma brincadeira já conhecida pelos estudantes foi transformada em recurso pedagógico. O “Bafão Matemático” utilizou o tradicional jogo de bater figurinhas para trabalhar cálculos e equações de maneira lúdica. A atividade foi organizada em três níveis de dificuldade, incluindo operações matemáticas e equações de primeiro grau.

A programação também contemplou conhecimentos sobre a origem e as características da capoeira e do taekwondo, ampliando o contato dos estudantes com diferentes manifestações corporais e culturais. A realização da feira contou com a participação de quase todos os 62 estudantes do tempo integral e com o apoio de professores e profissionais das áreas de Arte e Cultura, Taekwondo, Capoeira e Música, além da equipe de gestão e coordenação da escola.


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